segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cachando na Praia da Claridade


Dia dedicado às caches, que começou logo com as cacheiras da Beira-Mar a cachar pela zona de Mira, não esquecendo a área de serviço entre Aveiro e Figueira da Foz. Destas caches, no entanto, não há registo fotográfico mas consta que as exmágalas Ermi e Salomé ainda andaram às voltas com uma delas mais enigmática.
Já na Figueira da Foz, e depois de um belo almoço em "família" na companhia dos exmágalos Ritinha e Carlitos, foi tempo de andar um pouco perdidos "às voltas" com a contagem das esquinas do Forte de Santa Catarina. Encontrada a cache, os exmágalos aproveitaram para deixar ali o TB "Picador de Caches", em cumprimento do seu objectivo. E pensar que este TB, no local onde o deixaram, estaria, há uns bons anos atrás (observar com atenção as fotos antigas do slide nº1), constantemente a ser fustigado pelo mar picado da Figueira. Mais tarde, após realizada a contabilidade das caches encontradas pelos exmágalos, esta viria a ser registada como a 200ª.
Rumando literalmente contra o vento de nortada que já se fazia sentir junto ao areal, os exmágalos quase que arrancavam as traves do passadiço para encontrar a segunda cache. Afinal estava bem mais acessível e ao alcance de quaisquer pés descalços que se enterrem na areia. No entanto, com tamanho entusiasmo, os exmágalos nem se recordaram que este era um Hotel de Trackables pelo que o deixaram sem o único hóspede de momento. Fica a promessa de lá voltarem e contribuir para a sua taxa de ocupação...
Abortada (para mais tarde) a cache do oásis da praia da claridade devido a uma muggle que não se incomodou com a presença apertada de duas geocachers que faziam equilibrismo e quase o pino, os exmágalos dirigiram-se então à cache do Fortim de Palheiros. Aqui nada de relevante se realça, não fosse o interesse histórico dos restos do monumento e o receio de uma amiga, residente nos prédios mesmo em frente, que algum dia lhe construam uma série de prédios no terreno e lhe tapem as vistas para o mar.
Já em pleno Jardim Parque Dr. Fernando Traqueia as contas de somar e subtrair levaram por duas vezes os exmágalos ao engano em direcção ao mar. Afinal a cache estava bem próxima e rapidamente, mas de forma dissimulada, lhe fizeram a "folha"...
De volta à cache do Oásis já não havia sinais de muggles. Foi então tempo de dar umas voltas pelas redondezas e em alguns minutos fizeram-na sair a custo do seu esconderijo.
O dia foi encerrado com um refrescante gelado numa esplanada com vista para o mar, imaginando um quente pôr-do-sol que com certeza mais tarde se poderia contemplar...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

4 capitais do império austro-húngaro


Férias, viagem, europa central, 4 capitais, caches. Estes foram alguns dos ingredientes de mais uma viagem efectuada pelos exmágalos Ritinha e Carlitos à “cidade das cem torres” (Praga), à única capital de um país no mundo cujas fronteiras são dois países (Bratislava), e às duas mais importantes cidades capitais do antigo império austro-húngaro (Viena e Budapeste).
O circuito iniciou-se na capital da República Checa, onde os exmágalos tiveram a oportunidade de percorrer a pé as ruas e praças sempre apinhadas de turistas e de se maravilharem com o encanto desta cidade banhada pelo rio Moldava, cuja envolvência lhe confere um ambiente deveras romântico. Aqui, por entre alguma instabilidade atmosférica, foi possível encontrar quatro caches (1, 2, 3, 4), uma das quais virtual e em plena Ponte Carlos repleta de muggles.
A segunda paragem foi em Bratislava, capital da Eslováquia, onde apenas houve a oportunidade de percorrer algumas das ruas desta pitoresca cidade com as suas já famosas estátuas.
Viena revelou-se, aos olhos dos exmágalos, majestosa e imponente. A quantidade e grandiosidade dos monumentos e palácios bem como a organização e limpeza da cidade e ainda os jardins bem cuidados, foi o que mais surpreendeu. Percorrer a Ringstrasse com os seus impressionantes monumentos, foi como se visitassem um autêntico museu a céu aberto. Embora o tempo tenha sido escasso para admirar tantas maravilhas, os exmágalos conseguiram encontrar mais três caches (1, 2, 3) durante a sua visita à capital mais musical da Europa.
A caminho da capital da Hungria, visitaram a península de Tihany, situada no Lago Balaton, o maior da Europa central. Aqui logaram mais uma cache, desta feita uma earthcache, que lhes deu a conhecer as famosas formações rochosas de origem vulcânica chamadas geyserites.
Em Budapeste, à semelhança de Viena, os exmágalos encontraram uma cidade igualmente sumptuosa, não fosse esta cidade construída à semelhança da capital da Áustria, mas de aspecto mais descuidado e sujo. Em todo o caso, as visitas aos vários monumentos desta cidade, ou melhor dito, destas duas cidades, Buda e Peste, unidas pelas águas do Danúbio, revelaram-se surpreendentemente de grande interesse histórico e cultural. Destacam-se as visitas ao Parlamento, ao Bastião dos Pescadores e à Praça dos Heróis bem como o passeio nocturno pela cidade iluminada e a um dos miradouros de Buda. O cruzeiro realizado nas águas do Danúbio, com passagem pelas várias pontes que o atravessam, foi outro dos pontos altos. Os exmágalos puderam ainda encontrar mais quatro caches (1, 2, 3, 4) nesta maravilhosa capital, considerada também a pérola do Danúbio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Às portas da Beira Baixa

Dois exmágalos, Ritinha e Carlitos, foram percorrer, durante quatro dias, algumas das rotas da Beira Baixa num circuito previamente planeado.
A primeira paragem foi junto às Portas do Ródão, em Vila Velha de Ródão, com algum "sofrimento" para o cachemobil, tal era a má qualidade do piso da "estrada" que os aconselharam a seguir. Abertas as portas, e de baixo de um sol abrasador, lá seguiram subindo ao Castelo do Rei Wamba onde, com uma magnífica vista para o rio Tejo e sob os olhares de várias aves de rapina, foi encontrada a primeira cache deste tour.
A paragem seguinte foi em Malpica do Tejo com mais uma prova todo-o-terreno para o cachemobil de cerca de 8 km que os levou a contemplar mais uma vez a beleza do rio Tejo.
O sol continuava bem forte lá no ar e, entre outros pedidos, dirigiram-se à capela de Sto António em Monforte da Beira onde rogaram por temperaturas mais amenas e aí "cacharam" uma cache bem disfarçada por entre a natureza.
Passando a aldeia de Rosmaninhal e já com saudades de mais umas alturas, alguém lançou o desafio de subir ao marco geodésico que surgia no horizonte. Do cimo dos seus 403 m a vista sobre os campos áridos foi a recompensa.
Em Segura, bem junto à fronteira com Espanha, os dois exmágalos tiveram a felicidade de encontrar mais uma cache num cenário único e bucólico, onde o rio Erges corre por essa linha que divide a península em duas nações. O caminho em direcção a Salvaterra do Extremo fez-se por terras de Espanha com passagem pela Barragem de Alcántara.
O programa do segundo dia incluía o percurso pedestre da Rota dos Abutres junto a Salvaterra do Extremo. Nos cerca de 10,5 km de extensão do percurso circular deixaram-se "esquecidas" algumas caches previstas fazer mas houve oportunidade para desfrutar das belas paisagens junto ao rio Erges e contemplar alguns dos abutres que nidificam na vizinhança do Castillo de Peñafiel, logo ali em território da Extremadura Espanhola. E como o calor continuava a apertar, nada como ir "beber" um pouco da humidade que a barragem da Toulica "transpirava". Pena que os dois exmágalos não tivessem tido a coragem de se refrescar nas suas águas. No entanto, a surpreendente aldeia histórica de Idanha-a-Velha e as suas gentes, quase sempre simpáticas, já os esperavam. Aqui o que também não lhes escapou foi mais uma cache que se comprovou, no entanto, estar muito bem disfarçada e por isso bem difícil de ser encontrada. Bem merecido foi o banho de final de tarde na piscina do Hotel nas Termas de Monfortinho.
O terceiro dia foi iniciado com mais um pequeno percurso pedestre (3 km) junto a Penha Garcia, intitulado "Rota dos Fósseis". Foi uma agradável surpresa este "vale encantado" que incluía o Castelo, a barragem, os moinhos de rodízio e os já esperados fósseis. Foi também ainda com a ajuda do Sr. Domingues, guardador daquelas relíquias de outros tempos, que aqui foram registadas mais duas caches (1, 2) para os exmágalos. A mítica aldeia histórica de Monsanto estava já no seu horizonte. As suas íngremes ruas foram percorridas com alguma demora, admirando as fantásticas casas graníticas que tanto caracterizam esta aldeia. E porque as alturas eram o objectivo final destes exmágalos, o caminho só terminou bem lá em cima junto ao marco geodésico do Castelo, assinalando os 763 m de altitude. A imensa paisagem que se alcançava era bem digna de ser contemplada! Pena foram as duas caches (1, 2) que teimosamente não apareceram! Ficou a promessa de lá voltarem, talvez com um maior número de olhos...
O quarto e último dia foi marcado pela passagem pelo cenário de mais uma albufeira, desta vez a da barragem Marechal Carmona, junto a Idanha-a-Nova. Esta construção singular, situada no rio Ponsul, projectada em 1935 pela então Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola (J.A.O.H.A.), apresenta esculpido na estrutura principal um enorme Brasão Nacional Português. Por entre pequenos carreiros trilhados na densa vegetação, também aqui os exmágalos poderam encontrar mais uma cache, não sem que antes tivessem de se ver livres de alguns bichos rastejantes que se tinham agarrado às suas roupas.
O regresso a casa fez-se passando pelas aldeias de xisto de Sarzedas, onde os exmágalos foram "beber" à fonte local a última cache deste tour, e da Foz do Cobrão que merecerá seguramente uma futura visita mais demorada.