terça-feira, 10 de julho de 2012

Open Day na Tapada de Mafra


Em dia de Open Day na Tapada Nacional de Mafra, os exmágalos Rita e Carlitos aproveitaram a borla do dia para voltar a usufruir deste espaço de grande diversidade de espécies animais e vegetais. Tiveram ainda a oportunidade de realizar um dos percursos pedestres (trilho verde) existentes no interior dos 1187 ha de área da Tapada. A escolha deste percurso não foi ingénua pois um estudo prévio revelou a existência de 16 caches escondidas ao longo do trilho. Infelizmente a primeira cache não a puderam logar, embora a tivessem visto pelo canto do olho, pois o local estava demasiado exposto devido à quantidade de muggles que passeavam em redor àquela hora... Esta cache ficou assim para uma próxima visita à Tapada. As restantes caches (2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15) foram aparecendo facilmente ao longo do percurso que foi realizado debaixo de um sol bastante quente, mas sem perderem os olhos no manto verdejante que continuamente tinham no seu horizonte. Por fim, a 16ª e última cache teimou em não aparecer diante dos seus olhos, provavelmente devido aos vários olhares intimidantes dos muitos muggles que visitavam igualmente a Tapada de Mafra neste dia. Têm assim os exmágalos novas razões, se outras não houvessem neste imenso espaço natural, para voltarem outro dia e poderem encontrar o que hoje não lhes foi possível. Até lá, ficam os desejos de boas cachadas!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

À procura de Trolls na Noruega


Reza a lenda que num país distante da escandinávia habitam umas criaturas mitológicas de aspeto antropomórfico e horrendo, que vivem em cavernas e grutas no meio da floresta. Segundo o folclore escandinavo, estas criaturas denominadas Trolls, para além dos seus poderes mágicos de mudarem de forma e de serem temidos, em especial pelas crianças, quando são expostas à luz solar transformam-se em pedra. Foi com esta lenda em mente que os exmágalos Ritinha e Carlitos se aventuraram a percorrer a Noruega, por entre bosques verdes, lagos gelados, profundos fiordes e enormes montanhas coroadas pela neve e, quem sabe, poderem comprovar a existência de tais criaturas sobrenaturais. Os exmágalos aproveitaram ainda para meter o GPS na mala de viagem pois, mesmo que não ajudasse na procura de Trolls, poderia sempre auxiliar a encontrar mais alguma cache para a sua contabilidade.
A capital, Oslo, situada à beira de uma imensa baía do Fiorde de Oslo, com os seus belos edifícios históricos e cuidados jardins, revelou-se uma cidade animada e cheia de vida ou não fosse fim de semana, altura em que os Noruegueses culturalmente saem para a rua e bebem álcool até cair para o lado. Nesta cidade, considerada uma das mais caras do mundo, puderam ainda conhecer alguns dos seus monumentos e locais emblemáticos, destacando-se o Palácio Real, o Centro Nobel da Paz, onde anualmente é realizada a cerimónia de entrega daquele Prémio Nobel, o ultra-moderno edifício da Casa da Ópera e ainda o Parque Frogner com as suas fantásticas 202 esculturas em granito e bronze de Gustav Vigeland. Foram ainda seis as caches (1, 2, 3, 4, 5, 6) encontradas pelos exmágalos na maior cidade da Noruega, tendo ainda obtido um TravelBug.
A viagem para Alesund, considerada a capital mundial do bacalhau, deu-se debaixo de uma chuva incessante. No pouco tempo disponível para conhecer esta cidade reconstruída em estilo Arte Nova, depois de ter sido totalmente destruída por um incêndio no início do século XX, os exmágalos percorreram algumas das suas ruas contrariando o vento e a chuva que continuavam a fazer-se sentir. Também aqui conseguiram encontrar mais duas caches (1, 2), que se tornaram ainda nas caches encontradas pelos exmágalos à maior latitude norte, até ao momento.
As paisagens deslumbrantes do Fiorde de Geiranger e o cruzeiro realizado neste braço de mar, onde puderam contemplar a famosa Cascata das Sete Irmãs, foram um dos pontos altos da manhã do terceiro dia. Antes de se aventurarem pelo Parque Nacional de Jostedalsbreen, os exmágalos ainda tiveram oportunidade de contactar com a neve junto a um lago congelado encaixado no meio das brancas montanhas. O percurso pedestre realizado por entre um magnífico vale verdejante culminou com a chegada a um lago de gélidas águas alimentado pelo degelo do Glaciar de Briksdal que, devido ao aumento da temperatura, tem vindo a diminuir a sua extensão ao longo das últimas décadas. Aqui conseguiram ainda mais duas caches (1, 2), sendo que a earthcache ficou marcada como a quingentésima cache realizada pelos exmágalos.
A passagem pela localidade de Skei e o longo passeio a pé realizado depois de um magnífico jantar, no qual puderam degustar uma quantidade variada de iguarias locais, fê-los tomar consciência de outro fenómeno caraterístico destas altas latitudes. É que, nesta altura do ano, o período de noite escura não existe ou é de escassas horas. Foi por isso que o regresso ao hotel, já quase aos primeiros instantes do dia seguinte, foi feito estranhamente ainda com alguma claridade nos céus. Já o fenómeno contrário dos meses de inverno, no qual os noruegueses não vêem um raio de sol, deverá ser bastante mais duro de suportar.
As paisagens de vales glaciares verdejantes e montanhas coroadas pela neve foram uma constante presença naquela região dos fiordes, bem como o vento frio do norte que se fazia sentir durante o cruzeiro realizado pelo Sognefjord, também conhecido como o “Fiorde dos Sonhos”, o segundo maior do mundo.
A visita à cidade de Bergen estava envolta em grande incógnita pois, dada a sua localização cercada por sete montanhas, é-lhe atribuída o título de cidade mais chuvosa da Europa com uma média de 235 dias de precipitação anual. Felizmente naquele dia não chovia nem era previsível que tal acontecesse nas seguintes 24 horas. Carregado de simbolismo foi o passeio realizado pela parte antiga do porto de Bryggen, circundado por casas de madeira datando do tempo da Liga Hanseática, e que integra a lista do Património da Humanidade da UNESCO. Igualmente interessantes foram os muitos quilómetros percorridos a pé pelas ruas dos bairros de casario típico e as visitas a monumentos e jardins impressionantemente bem cuidados. De realçar o caraterístico mercado de peixe, onde tomaram contacto com as diferentes formas de degustação do salmão, e a subida em funicular à colina de Floyen, localizada a 320 m de altitude, uma das sete montanhas em redor de Bergen. Também as doze caches (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12) encontradas pelos exmágalos na segunda maior cidade da Noruega, bem como o TravelBug obtido, são exemplo dos muitos e simbólicos locais percorridos, caraterísticos desta pitoresca localidade costeira, de onde terão partido, seguramente por essa europa fora, muitas investidas destes povos escandinavos da Era Viking.
Haugesund, cidade petrolífera e cultural da costa oeste, teve inesperadamente outros encantos, nomeadamente a zona portuária das docas onde, num bucólico por do sol de final de tarde, puderam assistir a imagens dignas de uma qualquer tela de cinema. Afinal tratava-se de uma estátua de bronze homenageando Marilyn Monroe, cujo pai, surpreendentemente, era oriundo desta localidade norueguesa.
O passeio de barco pelo Fiorde de Lyse serviu de reconhecimento ao local de ascensão a pé ao cume do Preikestolen (O Púlpito), a 604 m acima do nível do mar, o cenário mais caraterístico de todos os fiordes. O percurso de cerca de 3800 m foi realizado sem grandes dificuldades na transposição dos obstáculos naturais que culminou no deslumbramento de avistar ao longe o recorte abrupto daquela falésia de aproximadamente 25 por 25 metros. Era impressionante o à vontade com que a maioria das pessoas se passeava em cima daquela rocha quase plana, sem qualquer proteção em seu redor. Não foi com certeza por quaisquer receios, mas sim devido ao vento frio que se fazia sentir lá nas alturas, que os exmágalos iniciaram rapidamente o seu regresso à base. Neste percurso descendente encontraram mais duas caches (1, 2), numa das quais obtiveram uma GeoCoin.
A capital norueguesa do petróleo, Stavanger, foi a última cidade costeira que visitaram destacando-se a zona antiga com as suas caraterísticas casas brancas de madeira e a bem preservada Catedral que remonta à época medieval. Nesta localidade os exmágalos conseguiram encontrar mais duas caches (1, 2), uma das quais junto ao Museu de Conservas de Peixe, outra das indústrias outrora florescentes, onde foram simpaticamente convidados a visitar gratuitamente as surpreendentes e educativas instalações.
Antes da sua longa viagem de regresso a Lisboa, a mais de 2700 km de distância, os exmágalos visitaram ainda, na região de Telemark, a Heddal Stavkirk, a maior igreja de madeira da Noruega com mais de 800 anos e uma das heranças Viking, nomeadamente daqueles que se converteram ao Cristianismo.
Ah, é verdade, para quem ainda se lembra do início desta aventura, os exmágalos sempre trouxeram provas fotográficas da existência dos Trolls, as tais criaturas horrendas e temidas. Felizmente o sol brilhava pelo que aqueles já se tinham transformado em figuras inanimadas de pedra. Adjø!

sábado, 10 de março de 2012

Castelo e Moinhos de Palmela

Os exmágalos Rita e Carlitos acompanhados pelos amigos Cláudia, Nando e o pequeno Gabriel, numa visita domingueira a Palmela, foram conhecer em pormenor o seu castelo estrategicamente construído no cimo de uma vertente da cordilheira da Arrábida. Do alto da sua torre de menagem, os exmágalos, para além de apreciar uma bela paisagem sobre Palmela, puderam registar a sua presença na primeira cache (virtual) do dia. Em dias de céu limpo consegue-se ter dali um panorama extenso sobre a Serra da Arrábida e o Oceano Atlântico ou sobre a planície e os campos de vinha da região. No interior do castelo, de origem árabe, com a primeira fortificação edificada por volta do século IX, estes amigos puderam ainda apreciar a Pousada de Palmela que integra os claustros do antigo convento, cuja construção data do início do reinado de D. João I, e ainda a Igreja de Santiago de Palmela.
Bem perto do Castelo o grupo de amigos dirigiu-se à Igreja Matriz de São Pedro, onde, em terreno algo acidentado, conseguiram encontrar mais uma familiar cache.
Depois de um excelente e farto almoço no afamado restaurante Dona Isilda, digno de um qualquer banquete real, estes amigos dirigiram-se aos não menos famosos Moinhos de Vento de Palmela. Situados na Serra do Louro, datando do século XIX, alguns destes moinhos, depois de recuperados em 1996, ainda hoje laboram, produzindo farinha e pão caseiro em forno de lenha. Outra imagem caraterística deste lugar são as denominadas Burricadas, passeios de burro pela Serra do Louro, programa este ideal para cumprir em família. Foi aliás junto aos moinhos e na companhia dos burros, que os seguiam com o olhar, que este grupo de amigos encontrou mais uma cache. Aproveitaram assim para deixar na cache mais um animal de quinta em forma de Travel Bug.
Já no regresso a Lisboa, os amigos fizeram uma pequena paragem no Sobral da Quinta do Anjo, junto ao monumento de homenagem ao Ovelheiro. O objetivo era encontrarem mais uma cache. Apesar dos muitos "obstáculos" que encontraram no caminho até ao GZ, uma vez chegados ao local, e enquanto uns tentavam a medo "esgravatar" numa suposta toca da cache, alguém apareceu sorrateiramente com ela na mão!
Para finalizar o passeio domingueiro a Palmela, agora já muito perto de casa, a última cache foi encontrada junto à Igreja de São João Batista de Vale de Milhaços, num local já muito habitual, depois de algum compasso de espera à passagem de alguns muggles.